Uma atriz muito famosa morreu. Um cantor também. Tenho certeza que muitas pessoas estão a chorar por seus mortos ou em quartos de hospitais a ajudar seus entes queridos a logo ficarem bons e voltarem pra casa e pra sua rotina. Tenho uma tia que foi internada com altíssima pressão. A vida. Passageira. De uma hora pra outra tudo muda. A carta do barulho vira e de repente nos aparece uma pedra nos rins, uma pressão alta, baixa. Uma queda, um atravessar de rua despreocupado que lhe custa a vida. Sei que esse parágrafo não começou nada “pra cima”, mas aqui estão e serão comentadas coisas que me permearam a mente o dia todo. Não faz muito perdi uma prima. Prima distante, morreu de câncer. Meu avô a quase sete anos estava na calçada, lugar próprio dos pedestres, quando foi atropelado, vale dizer que era um dia de chuva, por um motoqueiro de gás desgovernado. Traumatismo craniano, perda de massa encefálica. Coordenação motora, memória, articulação da fala e muitas outras seqüelas. Ele se reergueu com o tempo. Voltou a falar e a se expressar bem melhor, a andar, se vestir, comer sozinho. Aprendeu tudo como se tivesse nascido de novo. E a memória também. Nomes, pessoas não lembrava e aos poucos foi lembrando e dizendo o que lembrava. Inclusive do acidente ele sempre comenta que passou tantos e tantos dias dormindo (sedado no hospital) e quando acordou ficou sem expressão, sem falar, sem nada. E até hoje não consegue ler direito ou escrever direito e ele diz que sabia de tudo isso. Reclama, pois queria ser autônomo como era e diz que isso tudo é uma porcaria e pergunta milhares de vezes a Deus:” PORQUE????”. Eu não necessariamente o porquê, mas esses momento junto com muitos outros que por vezes nos passam por despercebidos ou banais, nos ajudam a entender, reavaliar certas coisas nas nossas vidas. As vezes se chama: um freio de arrumação. Repenso minha vida. Talvez não todos os dias, mas o CARPE DIEM sempre me passa a mente como um frase uma frase que gosto tanto e quero vê-la sendo posta em prática. Aproveitar. Viver. Não se esquecer o que importa é isso. Amar e ser amado. Sem mais pois o cansaço é muito. Quero aproveitar o sono. Perdoem pela pouca escrita esses dias e pela falta de criatividade na mesma. Obrigado por ouvirem. Boa noite. Até outra hora.
Cláudio Mattos
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