terça-feira, 22 de março de 2011

Nesta data querida...

Nesta data querida comemoramos oito dias de existência. Passa rápido. Nem parece que eu realmente consegui me disciplinar, me “inspirar”, para escrever durante esse tempo. Escrever todo dia não é fácil. É bom pra caramba, mas nem de perto é fácil. Há a vontade de cumprir a tarefa. Pra mim não é só a tarefa é uma promessa, um objetivo, um plano. Sentia-me desencorajado por me animar fervorosamente para iniciar projetos que logo se desmanchariam com o cansaço e as desculpas do dia-a-dia. Oito dias. Uma semana. Já vivi muitas semanas na minha vida e esta última foi bastante boa pra usar um termo despreocupado.
Adoro comemorar. Nesse ano voltei a comemorar meu aniversário com mais vontade e animação. Graças ao incentivo de pessoas queridas e outras muito próximas e muito amadas (minha namorada e minha mãe) decidi fazer a festa. O dia se aproximava e eu sem dar muita bola fingindo, ou tentando fingir que aquela semana não era pra mim especial. Feliz deveria ficar por saber que tantas pessoas confirmaram presença. Mais e melhor ainda compareceram e trouxeram o melhor de si. Momentos únicos que vão ficar pra mim, sempre, a esperar que voltem. Enquanto isso nos falaremos e bateremos bons papos.
Nosso dia, o dia do aniversário é muito importante. É o reconhecimento de que estamos vivos. É tempo de agradecer a Deus as bênçãos recebidas na forma de experiência boas e ruins também. Na forma até de perda, como para mim foi, a perda do meu pai. Difícil querer comemorar o aniversário sem meu pai. Primeiro aniversário sem ele. Mas fiz a festa porque sei que ele está bem e sei também que ele queria e gostaria de me ver feliz. Afinal foi para isso, sinto, que ele viveu. Depois que descobriu que minha mãe estava grávida não deixou de me amar um dia sequer. Disso tenho certeza.
Mas antes que eu comece a estragar o teclado por tantas lágrimas que o vão permear digo simplesmente que estou muito feliz pela comoração dessa data. Sei que posso, no momento está a comemorá-la sozinho. E este cantinho ainda é um espaço público bem sozinho, bem meu também, uma espécea de santuário, onde sinto-me bem e acolhido, mesmo que seja apenas por mim mesmo.
Os anos passam e no decorrer desse ano quero ver vingar muitas comemorações e aniversários. Muitas semanas. O espaço aqui de minha emoções, histórias e vida quero que se transforme não só em palavras que escrevo diariamente mas em emoções também, em histórias novas, de outros, e que outras vidas também possam ouvir um pouco o que eu tenho a dizer e que digam também de mim, pra mim. Sem mais, parabéns!



Cláudio Mattos

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