Ceder. Entender. Verbos que precisam ser conjugados quando se fala de relações humanas. Sejam elas casamentos, namoros, amizades. Os dias passam e no fim das contas a música de Jobim tá certa, é impossível ser feliz sozinho. De verdade.
Temos nossos momentos de ficar sozinhos, ora porque nos deixam, ora por opção quando escolhemos, nos recolhemos à solidão com algum objetivo. Fugir talvez. Se encontrar, enfim. Mas no frigir dos ovos queremos é gente. Gente pra nos ouvir, que nos entenda, que brigue com a gente, mas que faça as pazes. Gente que a gente vê que é que nem a gente mas que é diferente. Que tem jeitos, mania, vícios e reações que diferem e isso é que faz toda a diferença. O amor, a amizade que é uma forma de amor, entende, supera e cede aqui e ali. Quando ocorre dos dois lado é que é bom. E acho que é como deveria ser. Porém somos egoístas e egocÊntricos, pelos menos na maioria dos casos. Ou talvez não, quem sou eu pra dizer. Não tenho estatísticas nenhuma. Digo por mim e pelo que percebo de perto. Percebo que tem horas que perdemos esse senso de deixar passar e sobe ao trono o rei que precisa estar certo. Aquele que por A mais B mais C mais Z precisa dizer que estar certo. Eu sou assim. Digo logo. É difícil conter os impulsos, a raiva, o rush da raiva. Quando estou certo, quero e parece que preciso provar que estou certo. É ruim. É terrível na verdade. Conter esses impulsos não é tarefa fácil. Requer dor e principalmente, se você for uma pessoa como eu, que em momentos de raiva sabendo que está certo precisa provar que está certo, requer abdicar de querer estar certo. Acho que no final é muito mais certo.
Relações humanas não são nada fácil. Mais creio que por essa razão sejam tão instigantes. De se viver muito mais que de se entender. É preciso entender, claro. Mas, se aprende é refletindo e vivendo.
A semana correu. Super produtiva senti-a. Pode ser apenas uma ilusão, algo que eu precise dizer para que realmente sinta que foi produtiva. E afinal o que é ser produtiva e pra que? Mas enfim. Amanhã é outro dia e creio que será ótimo! As relações de amanhã também requerem cautela e estuda, mas a experiência, ainda que demore a trazer resultados tem me dado respostas. Caí. Caio ainda. Mas levanto e creio sempre que nossa história tem de ser contada com os erros e quedas. E não é também. Tem de ser contada com os erros e quedas porque sem eles não faz sentido. Não nascemos prontos. Para conseguir realizar uma das tarefa que mais fazemos hoje em dia, andar, foi preciso cair. E muito.
Quando pequeno meu pai me colocava em sua perna me deixava agarrado a ela e fazia uma espécie de gangorra com a mesma. Eu me divertia a beça segundo ele. Ficava com um sorriso de orelha a orelha. Minha mãe, superprotetora desde sempre ficava aterrorizada achando que eu ia cair. A isso meu pai dizia: “ –Calma poxa vida, se um dia ele cair tenho certeza que será o único e último.” Dito e feito. Caí que nem manga em tempos de final de ano. Chorei, chorei, chorei até chorar. Minha mãe é claro disse a famosa frase: “Ta vendo”. Ao qual meu pai disse: “quero ver ele cair de novo”. Na vez seguinte que subi em sua perna agarrei-as como se estivesse preste a cair de um penhasco, ou do alto de um prédio, ou sei lá mais o que.
Aprendi. Aprendi que precisava ter cuidado. Sofri pra aprender, mas valeu. processo para a gente entender, aprender, crescer na nossa vida requer abdicações. Abdicações do que a gente gosta, sabe e do que a gente acha que conhece. É duro viver mais é uma beleza.
Quero continuar aprendendo. E vivendo. Até quando der. Até quando Deus permitir.
Boa noite!
P.S.: Terminei de escrever às 23:52. Quase que perco o objetivo de escrever um post todo dia! Ui! Cuidado! Da próxima vez vou ter mais cuidado! Aprendi!
Cláudio Mattos
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